Você não é o seu trabalho.
Publicado em 06/06/2024. Autoria: Talídyna Moreira de Oliveira

A escolha da profissão que vamos exercer ao longo da vida ocorre muito cedo.
Alguns escolhem por paixão, ambições financeiras, expectativas familiares, enquanto outros pela necessidade de subsistência ou oportunidades que surgem naquele momento da vida.
Independentemente de como você chegou ao trabalho ou ele chegou até você, é impossível estimar o grau de satisfação que terá com a carreira no futuro.
Na minha casa, o trabalho sempre foi um símbolo de dignidade, meio de subsistência e valorização social. Meus pais sempre diziam que era através do trabalho e estudo que eu conseguiria “ser alguém na vida”. No entanto, ao chegar à vida adulta, percebi que o trabalho também pode ser um símbolo de outras coisas, como estresse, preocupação, sentimentos de vazio, desvalorização e até incapacidade.
Dados estatísticos do Ministério da Previdência Social informaram que em 2023 foram concedidos mais de 288 mil benefícios por incapacidade decorrentes de transtornos mentais e comportamentais. Entre as doenças mais incapacitantes, temos a depressão e a ansiedade.
Os dados e a observação da realidade indicam que a cultura de normalização do excesso de trabalho está levando os trabalhadores a ultrapassarem seus limites pessoais, resultando em altos níveis de estresse e problemas de saúde.
Na sociedade do cansaço, existe uma pressão constante para produzir e competir, o que torna o ato de descansar um fator eliciador de culpa. Nós, enquanto seres humanos, não podemos nos resumir à nossa função produtiva; ela é apenas uma parte de nós.
Não devemos depositar em uma única área da nossa vida todas as expectativas de felicidade e realização pessoal. Se você, hoje, não se sente completo no trabalho, não se sinta sozinho; talvez você não precise buscar essa completude.
Se você está sofrendo com situações de trabalho que estão gerando tensões muito grandes para lidar sozinho, procure apoio social e ajuda profissional.
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